Existe em todo ser humano um impulso de desenvolvimento que nos leva sempre para uma melhor versão de nós mesmos e o complexo de Jonas fala sobre como junto com a potência do ser nasce o medo do homem de exatamente ser e expressar toda essa potência e inteligência divina.
Na psicologia transpessoal estudamos o complexo de Jonas para entender e refletir sobre a perda do aspecto sagrado na vida das pessoas e sociedade atualmente.
É como se no dia a dia, na rotina e ao longo de sua vida o homem fosse aos poucos se entorpecendo, mergulhando no próprio inconsciente e emoções e se perdendo nas pequenices, desejos do ego ao mesmo tempo em que se desconecta do divino em si mesmo.
Esse adormecimento é também uma renúncia da própria originalidade, autenticidade, talentos, divindade com o objetivo inconsciente de evitar a solidão, o isolamento, os julgamentos, o ser diferente, se destacar e sofrer algum tipo de julgamento externo.
Porém, a recusa e fuga da própria potencialidade são antinaturais e em algum momento da vida gera conflitos e caos. O complexo de Jonas aparece no caos onde há um chacoalhar das estruturas criadas para afastar o homem de si mesmo, da sua fonte divina em si, da sua sabedoria onde o medo surge junto com as emoções reprimidas levando o homem à consciência do seu próprio desafio e de volta ao caminho de integração e expressão.
Nosso destino é ser quem somos e sempre teremos duas opções: podemos adiar uma vida plena, fugir do nosso destino e aceitar a infelicidade de sermos apenas uma fração do que poderíamos ou podemos ir além do complexo de Jonas, do medo da rejeição, do fracasso, de ser diferente, da solidão, e buscar descobrir nosso lugar no mundo e o que temos como missão e podemos entregar de melhor às pessoas.
Ter uma missão traz propósito e sentido à vida, cada ser é único e insubstituível e a terapia de abordagem transpessoal tem como objetivo estimular as virtudes e coragem interiores para que você venha ser o que veio ser e contribuir com o coletivo com os tesouros que só você pode compartilhar.
Nas minhas sessões terapêuticas com as clientes entendo que o complexo de Jonas não é algo que se resolve ou extermina e sim um processo espiralado ao qual vamos retornando e aprofundando, conforme vamos lidando com nossos medos da grandeza em diferentes níveis, ao longo da jornada da vida e a cada nova fase e estágio de consciência. Podemos sempre aprofundar mais e mais neste complexo e a cada conquista corajosa, fortalecer a nossa conexão com o ser espiritual que somos e com o divino em nós.
Contem comigo!
